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STRANGER THINGS 2 | Resenha e Crítica

Mais uma vez a garotada da pequena cidade de Hawkins foi lá e fez bonito! Ok, não teve o mesmo impacto de antes mas mesmo assim, a segunda temporada de Stranger Things que chegou hoje (27/10) na Netflix é uma ótima diversão! Confira!


A primeira parte desse post é SEM SPOILERS e a segunda é COM SPOILERS (avisarei quando chegar nos spoilers em letras garrafais e vermelhas, não se preocupe). Esse post também considera que você tenha assistido a primeira temporada na Netflix.

Vamos a parte SEM SPOILERS:

Nessa temporada, fica mais clara a evolução dos personagens que não precisam ser explicados e a intimidade que o elenco tem entre si. Isso faz com que os capítulos fluam tranquilamente e sejam mais dinâmicos. E não se iluda se você achar que os primeiros episódios dessa segunda temporada trouxeram rapidamente perguntas e respostas ou se fizerem muitas visitas a temporada anterior: essa temporada é para ser assistida inteira, do episódio 1 ao episódio 9 para a experiência valer a pena.

Aquela magia dos adultos sendo convencidos por crianças que os monstros existem e estão ali na cidade não existe nessa temporada: todos já sabem que o perigo é real e não acabou.

Todos os personagens evoluíram em algum nível desde a temporada anterior e você precisa assistir para entender que nesses meses (de uma temporada para outra) muita coisa ainda precisa ser explicada.


Gostaria de destacar as atuações de Winona Ryder como Joyce Byers (mais uma vez brilhando no papel da mãe que faz qualquer coisa para salvar seus filhos), de David Harbour como Jim Hopper (o melhor xerife que uma cidadezinha poderia querer de todos os tempos) e da incrível participação de Sean Astin como Bob Newby ( nosso eterno Sam de O Senhor dos Anéis).

Destaco também a incrível participação da mulheres, que se mostraram mais fortes do que nunca nessa temporada.


A fotografia e a trilha sonora mais uma vez levam nota DEZ. Todos os carros parecem que são equipados com as melhores músicas da época em seus toca-fitas!

Achei estranho: as crianças - não sei porque, já que ainda são crianças - nessa temporada voltam falando muito palavrão, inclusive para adultos.

Minha nota é 8,5... quase 9. Gostei muito e valeu a pena.
Meus parabéns aos diretores, os Duffer Brothers.

Vamos agora a parte COM SPOILERS


Bom pessoal, pra quem achava que a treta tinha acabado com a morte do Demogorgon na primeira temporada... essa temporada agora trouxe ele e mais alguns "amigos" do Mundo Invertido.

Noah Schnapp interpreta Will Byers que é um dos moleques mais azarados do mundo. Só falando assim. Não bastou na temporada anterior ele ficar no Mundo Invertido, nessa segunda temporada o monstro se hospeda no menino usando-o inclusive algumas vezes como espião.

Winona Ryder volta como Joyce Byers a mãe do Will e sempre de olho no filho, faz o que pode pra livrar o menino desse monstro que quer literalmente tomar nossa dimensão pois nos considera seres inferiores.

No final da temporada anterior Will vomita na pia um verme que é encontrado nessa temporada e que é "adotado" por Dustin (Gaten Matarazzo) e evolui várias vezes mudando de pele e se multiplicando em algo que mistura Demogorgon com cães e é apelidado de Demodog.


Jim Hopper ainda administra os tratos que fez para manter tudo que rolou na cidade e com as crianças escondido, inclusive ele conseguiu todo esse tempo manter Eleven/Jane escondida numa cabana no meio da floresta fora do alcance dos cientistas. Acreditem: Eleven evoluiu e muito nessa temporada em todos os sentidos. É inevitável algumas vezes não se lembrar da Fênix Negra (X-Men) ou de Anakin Skywalker (Star Wars) indo para o Lado Sombrio da Força.


Eleven - ou Jane, seu verdadeiro nome - agora é uma adolescente que assiste TV, fica muito mais emotiva e quando fica nervosa perde o controle de seus poderes. Literalmente as coisas explodem. Ela é decidida ao ponto ao se sentir traída por Mike (Finn Wolfhard) quando o vê com outra menina, de ir atrás de sua própria mãe e família de ir até Chicago, para encontrar nessa jornada a curiosa Kali. Kali é outra sobrevivente das experiências do laboratório, ela é uma pouco mais velha que Eleven. Detalhe: Kali também tem uma tatuagem com número, seu número é 008. Kali possui um poder que cria ilusões na mente das pessoas.


Lucas (Caleb McLaughlin) nessa temporada volta mais calmo, porém mais determinado e acho que um pouco mais líder, inclusive ele se torna o interesse romântico - acontece bem aos poucos, passo a passo - de Max. Maxine (Sadie Sink) é uma menina skatista e decidida que se muda com o meio-irmão Billy (Dacre Montgomery ) para Hawkins e mexe com o coração dos meninos.


Max joga fliperama muito bem, é corajosa, sabe o que quer e corre atrás do que acha certo em vários momentos. Seu meio-irmão Billy começou meio que uma incógnita para mim: teve momentos que achei que poderia ser um cara durão mas gente boa, outros momentos bate na irmã, outro momento dá conselhos sobre basquete... meio confuso no início mas no fim se provou ser um bobalhão covarde, fruto de um pai violento.


Gostei muito de ter visto mais sobre as famílias dos protagonistas: da irmã do Lucas que teve uns momentos engraçados, da mãe do Dustin que ficou sem gato - devorado pelo "Dart" (o Demodog adotado por Dustin escondido dos amigos).


Não gostei nada dos rumos do personagem Steve (Joe Keery): na primeira temporada ele já tinha começado a se tornar um cara menos babaca inclusive passando o Natal com Nancy (Natalia Dyer) a irmã de Mike. Nessa temporada, apesar do personagem Steve ter crescido bastante em vários sentidos, os roteiristas atenderam aos fãs mais românticos - o famoso fanservice - e colocou Nancy com Jonathan Byers (Charlie Heaton) irmão de Will. Romance mais sem sal impossível na minha opinião.
O final do Steve como conselheiro amoroso de Dustin foi metade legal e metade patético.
Steve, eu torci por você! Dessa vez não deu amigão!


O mostro, que já aparece desde o início no poster de divulgação é uma espécie de nuvem negra, com pernas/tentáculos gigantes e que usa Will como hospedeiro. A fraqueza do monstro é o frio e isso é explorado no momento decisivo onde acontecem três coisas importantes e ao mesmo tempo no final da temporada, bem no último capítulo (Episódio 9):

1 - Joyce, Jonathan e Nancy usam calor para tentar fazer um exorcismo interdimensional em Will, colocando o mostro para fora e evitando que Will morra quando o portal for selado;

2 - Eleven/Jane e o Xerife vão até o laboratório para selar o portal e acabar com os monstros em nossa dimensão, com o plano de que eles tem uma espécie de consciência coletiva: eliminando o chefe, os minions morrem;

3 - Para deixar o laboratório livre, Mike, Lucas, Dustin, Steve e Max vão até os túneis subterrâneos feitos pelos monstros para colocar fogo (como disse, a fraqueza é calor) nas "raízes" que contaminam nossa dimensão desde o início e com isso atrair os Demodogs para lá - isto é, deixar o laboratório livre para a fenda ser fechada.

Uma coisa que essa temporada trabalha muito bem, são os vários arcos aos mesmo tempo, com diferentes grupos de personagens, gostei muito disso!


Devo comentar também que Barbara "Barb" Holland (Shannon Purser), a amiga de Nancy que morreu na temporada anterior teve uma explicação plausível para seu desaparecimento e um "descanso" merecido, com direito a funeral. Óbvio não esqueci de Sean Astin como Bob Newby que em um momento altruísta morre para garantir que os outros fujam. Um super-herói, como ele mesmo dizia.

No final, tudo se resolveu da melhor maneira "Sessão da Tarde" possível.

Dessa vez, parece que Will Byers - o moleque mais zicado que já vi - parece que está "livre".
Mas, o gancho da última cena nos diz que Hawkins ainda verá muitas, muitas coisas estranhas na próxima temporada.



STRANGER THINGS 2 | Resenha e Crítica STRANGER THINGS 2 | Resenha e Crítica Reviewed by Tio Vader on 22:20 Rating: 5